Nações Unidas revisam plano de emergência, reduzem apelo para 702 milhões de dólares, mas recebem só 38% do financiamento necessário para ajudar 7,7 milhões de pessoas.

Crise humanitária no Iêmen atinge principalmente crianças, mulheres e idosos. Foto: OCHA
As Nações Unidas pediram 702 milhões de dólares para ajudar 7,7 milhões de iemenitas que precisam de alimentos, água potável, cuidados médicos e outros serviços essenciais. Depois de dois anos de instabilidade, o Iêmen está “perto de um colapso” dos serviços básicos, afirmou a Organização nesta segunda-feira (15).
O financiamento para o Plano de Resposta Humanitária para o Iêmen em 2013 foi revisado e sofreu redução de 14 milhões de dólares como resultado de “uma definição melhor de prioridades e concentração para o restante do ano”, disse o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Até agora, o plano só recebeu 38% do financiamento necessário e a assistência humanitária na região já está sendo prejudicada. “A quase total ausência de suporte para a recuperação rápida, para os meios de subsistência e as atividades de capacitação está limitando a capacidade dos parceiros humanitários de ajudarem as comunidades iemenitas”, disse o OCHA em comunicado.
O Iêmen vem passando por uma transição democrática liderada pelo presidente Abdrabuh Mansour Hadi, que chegou ao poder em uma eleição em fevereiro de 2012. Apesar dos avanços políticos, mais de 13 milhões de pessoas ainda necessitam de alguma forma de assistência humanitária no país.