Pistas do aeroporto foram alvo de ataques aéreos ao longo da última semana; nenhum avião pode decolar ou pousar enquanto os reparos não forem finalizados.

Meninos senta em uma pilha de escombros, tudo o que resta da sua casa, destruída durante um bombardeio em Okash, perto da capital Sana’a. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud
A operação de ajuda no Iêmen não pode atender as necessidades vitais das pessoas ao menos que os agentes humanitários tenham a garantia de acesso seguro ao aeroporto internacional da capital, declarou, nesta segunda-feira (4), o coordenador de ajuda das Nações Unidas para o país, Johannes van der Klaauw.
“Sem acesso aos aeroportos, agências de ajuda são incapazes de trazer funcionários, suprimentos vitais de medicamentos e outras formas de assistência crítica para salvar vidas, ou realizar evacuações médicas de seu pessoal”, disse van der Klaauw.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), ataques aéreos da coalizão tiveram como alvo as pistas do aeroporto internacional de Sana’a ao longo da semana passada, tornando-o inoperante. Os aviões não podem decolar ou pousar, enquanto as pistas estão sendo reparados.
Mais de 1.200 pessoas foram mortas e 300 mil fugiram de suas casas em quase dois meses de combates na nação do Golfo devastada pela guerra. Ajuda de emergência e equipes médicas tentam, sem sucesso, chegar ao país para aumentar a operação humanitária e atender as necessidades dos iemenitas, cada vez mais vulneráveis.
“Insisto veementemente que a coalizão deixe de usar o aeroporto internacional de Sana’a como alvo e preserve esta importante via de acesso – e todos os outros aeroportos e portos marítimos – para que os agentes humanitários possam chegar a todas as pessoas afetadas pelo conflito armado no Iêmen”, disse van der Klaauw.