Secretário-geral da ONU lembrou às partes em conflito sobre “necessidade extrema” de respeitar obrigações do direito internacional para impedir ataques contra pessoas e alvos civis.

Primeira foto do hospital destruído pela coalizão da Arábia Saudita. Foto: MSF Iêmen
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta terça-feira (27) os ataques aéreos por parte da coalizão liderada pela Arábia Saudita que atingiu o Hospital Heedan, dirigido pela organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), na província de Saada.
Os ataques resultaram, segundo a ONG, no ferimento de várias pessoas e a destruição completa das instalações.
Our facility in #Saada #Yemen was hit by several airstrikes last night with patients & staff inside the facility.
— MSF International (@MSF) 27 outubro 2015
O secretário-geral afirmou que os hospitais e os profissionais que ali trabalham estão explicitamente protegidos pelo direito internacional humanitário. Por meio de um comunicado, ele lembrou ainda a todas as partes sobre “necessidade extrema” de respeitar as suas obrigações no âmbito do direito internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário para impedir ataques contra pessoas e alvos civis.
“O secretário-geral apela para uma investigação rápida, eficaz e imparcial, a fim de garantir a responsabilização”, disse seu porta-voz. “O secretário-geral convoca todas as partes envolvidas no conflito no Iêmen para cessar imediatamente todas as operações, incluindo ataques aéreos.”
É a segunda vez este mês que uma instalação da MSF é atingida. Seu hospital na cidade afegã de Kunduz foi bombardeada pelas forças dos Estados Unidos no dia 3 de outubro, resultando na morte de cerca de 30 pessoas. À época, a ONU considerou o ataque “imperdoável” e pediu uma investigação independente para o que foi considerado um possível crime de guerra.