Ataques com foguetes e morteiros foram na cidade de Taiz, deixando outras 68 pessoas feridas. Desde 2015, escritório de direitos humanos da ONU documentou um total de 3.539 civis mortos e 6.268 feridos.

Crianças em Taiz, no Iêmen, vivem sob enorme tensão, sem qualquer senso de segurança ou normalidade durante o cerco continuado e como resultado da luta intensiva. Imagem de setembro de 2015. Foto: UNICEF/Mahyoob
O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou fortemente uma série de ataques contra várias áreas residenciais e mercados em Taiz, no Iêmen. Utilizando foguetes e morteiros, os ataques tiveram início no dia 3 de junho e deixaram no período de apenas uma semana 18 civis mortos, incluindo sete crianças, ferindo outras 68.
“Vários mercados foram atingidos enquanto estavam cheio de pessoas que faziam compras antes do Ramadã”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
De acordo com várias vítimas feridas durante um ataque perto do Mercado Delux, em 3 de junho, o bombardeio teve origem na colina Tabat Al-Sofitel, na parte oriental da cidade de Taiz, que está atualmente sob o controle de forças leais ao ex-presidente Saleh.
O bombardeio de áreas civis supostamente continuou até a noite de 4 de junho, e reiniciou no dia 6, quando várias casas nos distritos de Al Ta’iziyah e Al-Qahirah foram atingidas, matando três civis e ferindo outras 12 pessoas, incluindo nove crianças.
Outro incidente muito grave ocorreu na madrugada de 8 de junho, quando uma escola perto do hospital Al-Thawrah foi atingido, matando cinco pessoas, incluindo três crianças.
“Todas as vítimas pertenciam a uma comunidade marginalizada, a Al-Muhamasheen, e se refugiaram na escola depois de terem sido forçadas a abandonar suas casas devido à violência em curso. Segundo testemunhas, o bombardeio também veio da colina Tabat Al-Sofitel”, disse Shamdasani.
Desde 26 de março de 2015 até 8 de junho de 2016, o Escritório do Alto Comissariado documentou um total de 3.539 civis mortos e 6.268 feridos.