Iêmen: ONU pede fim imediato de ataques a civis e trabalhadores humanitários

Número de vítimas e deslocados continua a subir; no distrito de Khormaksar, 98% dos residentes já deixaram suas casas e as famílias restantes aguardam condições seguras para sair.

Imenitas fazem fila para comprar alimentos em uma das poucas padarias ainda abertas. Foto: PNUD Iêmen

Imenitas fazem fila para comprar alimentos em uma das poucas padarias ainda abertas. Foto: PNUD Iêmen

Relatos de que um grande número de civis estão morrendo e sendo feridos em meio ao conflito em curso na cidade de Áden, no Iêmen, têm preocupado o coordenador humanitário das Nações Unidas no país de acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Os civis teriam sido alvejados enquanto eles estavam tentando fugir para áreas mais seguras, tendo ficado presos em Áden com acesso limitado ou inexistente a água, alimentos e cuidados de saúde durante semanas”, disse Johannes van der Klaauw em comunicado desta quinta-feira (7).

Ele destacou que os residentes de Áden sofreram dificuldades extremas como resultado do conflito ao longo dos últimos seis semanas e precisam sair para áreas mais seguras para procurar assistência médica e outros auxílios. “A violência contra civis e trabalhadores humanitários, e ataques a hospitais e outras infraestruturas civis, devem parar imediatamente,” enfatizou.

Em Áden, o número de vítimas e de deslocados continua a subir. De acordo com uma avaliação recente, as autoridades locais relatam que 98% dos 62.869 residentes do distrito Khormaksar já deixaram suas casas e que as famílias restantes estão sitiadas e aguardando condições seguras para sair. Deslocamentos em massa também estão ocorrendo em Al Muala e cidade de Áden.

Mais de 1.400 pessoas foram mortas e 300 mil fugiram de suas casas em quase dois meses de combates na nação do Golfo devastada pela guerra. Ajuda de emergência e equipes médicas estrangeiras estão lutando contra o tempo para aumentar a operação humanitária para atender as necessidades dos iemenitas cada vez mais vulneráveis.