Imagens de tortura em hospital da Síria chocam Agência da ONU para Direitos Humanos

De acordo com ACNUDH, gravação de soldados que se vestem como médicos para agredir pacientes, com a complacência de profissionais de saúde, é prova de graves violações.

O Porta-Voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, disse na terça-feira (06/03) estar chocado com as imagens de tortura e mortes de pacientes do Hospital Militar de Homs, principal cidade das forças de oposição ao presidente sírio Bashar al-Assad. Na noite de segunda-feira (05/03), um programa de noticias da TV britânica Channel 4 divulgou as imagens de soldados, vestidos como médicos, torturando pacientes com a complacência dos profissionais de saúde.

“As imagens estão de acordo com as evidências sobre a Síria registradas pela missão de investigação do Conselho de Direitos Humanos”, afirmou Rupert Colville, referindo às já relatadas violações de direitos humanos ocorridas no país.

Colville observou que graves violações dos direitos humanos, incluindo tortura, sob o manto da legislação de emergência, têm sido documentados na Síria desde 1963.

“A brutalidade das forças de segurança do país é notória, e uma série de agências de segurança e inteligência agem como entidades independentes e estão envolvidas em questões que vão além das suas funções oficiais. Elas gozam de imunidade de processos da lei”, completou.

A Porta-Voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Fadela Chaib, ressaltou também que os hospitais devem ser lugares onde as pessoas buscam ajuda em ambiente seguro e os profissionais de saúde atuam de forma neutra.