Ban Ki-moon ressaltou responsabilidades da comunidade internacional ao lembrar as mais de 800 mil pessoas que perderam suas vidas durante o genocídio em Ruanda, em 1994.

Discriminação racial ou étnica tem sido usada para instalar o medo ou ódio nos outros, muitas vezes levando a conflitos e guerras, como no caso do genocídio de Ruanda em 1994. Foto: ONU / J. Isaac
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, honrou a memória das mais de 800 mil pessoas que perderam suas vidas durante o genocídio em Ruanda, em 1994, e ressaltou que os países têm uma “responsabilidade partilhada” para impedir que atrocidades em massa aconteçam novamente.
“Impedir o genocídio é uma responsabilidade partilhada. Os Estados devem respeitar suas obrigações sob o direito internacional para prevenir abusos e proteger suas populações”, disse Ban em sua mensagem marcando o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda, 7 de abril.
Quase 1 milhão de ruandeses, a maioria da etnia Tutsi, foram massacrados por milícias da etnia Hutu e forças do governo em um período de apenas 100 dias. O fato ocorreu mesmo com a existência da Convenção sobre Genocídio de 1948, que torna o genocídio um crime. Em resposta a esse fracasso coletivo e em um esforço para aprender com o passado, as Nações Unidas delinearam em 2004 um plano de ação para a prevenção do extermínio em massa.
“Fora das cinzas do genocídio, Ruanda alcançou um novo caminho, avançando em direção a uma sociedade mais justa e pacífica”, disse Ban. “Eu encorajo o povo e o Governo do país africano a continuar a promover o espírito inclusivo e o diálogo necessário para a recuperação, reconciliação e reconstrução.”
Ban Ki-moon também observou o progresso feito na luta contra a impunidade em crimes contra a humanidade, combatida pela existência de organizações como o Tribunal Penal Internacional (TPI) e o Tribunal Penal Internacional de Ruanda (TPIR), que trabalham para trazer os responsáveis por genocídios à justiça.