Implementação do acordo de paz na Colômbia exige vigilância constante, diz representante da ONU

“Este é o momento em que a comunidade internacional, e este Conselho [de Segurança] em especial, deve manifestar o seu interesse, seu encorajamento e seu apoio às partes e a todos que estão envolvidos na construção de paz na Colômbia”, frisou o representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault.

Representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, atualizando o Conselho de Segurança da ONU sobre a implementação do acordo de paz. Foto: ONU/Rick Bajornas

Representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault, atualizando o Conselho de Segurança da ONU sobre a implementação do acordo de paz. Foto: ONU/Rick Bajornas

Embora a primeira fase da implementação do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) continue em boa direção, a oportunidade relativamente curta de construir uma base sólida para a paz exige uma vigilância consistente.

Foi o que informou o representante especial do secretário-geral da ONU para o país, Jean Arnault, na quarta-feira (5) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Este é o momento em que a comunidade internacional, e este Conselho em especial, deve manifestar o seu interesse, o seu encorajamento e o seu apoio às partes e a todos que estão envolvidos na construção de paz na Colômbia”, frisou.

Ele acrescentou que o desarmamento, a reintegração dos combatentes das FARC e a entrega de dividendos da paz às pessoas mais afetadas pelo conflito de cinco décadas serão atividades especialmente críticas.

Arnault citou exemplos significativos que ocorreram recentemente, incluindo a aprovação no final do mês passado da legislação sobre o Sistema Integral de Justiça, Verdade e Reconciliação, uma parte importante do acordo de paz.

Além disso, uma Comissão de Verdade e uma Unidade Especial para a busca de pessoas desaparecidas foram estabelecidas, bem como a Comissão de Seleção para designar os magistrados da Jurisdição Especial de Paz e preencher outras vagas.

Citando outros acontecimentos importantes, ele disse que o ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, e o ex-presidente do Uruguai, Jose Mujica, foram indicados para integrar o mecanismo de verificação internacional do acordo de paz.

O representante da ONU observou ainda que houve um progresso na separação de crianças e adolescentes das FARC e na erradicação da economia ilegal das drogas.

“Apesar dessas evoluções positivas, no entanto, há preocupações sobre o ritmo lento de implementação em uma série de áreas sensíveis mencionadas no último relatório do secretário-geral”, disse.