Impunidade também é uma forma de violência contra a mulher, afirma relatora da ONU

Rashida Manjoo afirma necessidade de mais ações por parte dos estados para acabar com a violência baseada no gênero e a impunidade associada.

Relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, Rashida Manjoo. Foto: ACNUDH

Relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, Rashida Manjoo. Foto: ACNUDH

A relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, Rashida Manjoo, afirmou, através do comunicado que marcou o fim da campanha de “16 Dias de Ativismo” contra a violência baseada no gênero, que a impunidade permitida pelo estado é também uma forma de violência contra a mulher.

“A falta de responsabilização, ou às vezes indiferença, das autoridades do estado para com casos de violência contra a mulher (…) é uma forma de encorajamento ou a permissão para que estes atos de violência continuem de forma impune.”

A relatora pediu “respostas efetivas e sustentáveis” por parte dos estados tendo como fim o empoderamento das mulheres e a transformação da sociedade.

No Brasil, uma campanha convida as pessoas a repensar e transformar os estereótipos, ou seja, as ideias pré-concebidas dos papéis sociais denominados femininos ou masculinos e das crenças sobre o que as mulheres e os homens devem ser ou fazer. Acesse em onu.org.br/valente