Mais de 150 corporações assinaram um acordo para melhorar as condições de trabalho dos operários de fábricas do setor têxtil após o desabamento de um edifício em Bangladesh com 3 mil funcionários em 2013.
Após um novo acidente envolvendo 70 trabalhadores da indústria de vestuário nas Filipinas, na semana passada, um grupo de especialistas da ONU cobrou, nesta sexta-feira (15), mais ação dos empresários para garantir a segurança e direitos dos trabalhadores desse setor e lembrou que o mundo não aprendeu a lição, após o incidente ocorrido há exatamente dois anos, envolvendo 3 mil trabalhadores em Bangladesh.
“A morte trágica de operários de uma fábrica, especialmente mulheres, é um lembrete doloroso da necessidade urgente de ação para proteger os trabalhadores da indústria de vestuário, apesar do Acordo sobre Segurança contra Incêndios e em Edifícios no Bangladesh, criado há dois anos, no mesmo dia do incêndio na fábrica de sapatos de Manila”, disse o presidente do Grupo de Especialistas sobre Negócios e Direitos Humanos, Michael Addo, referindo-se ao acordo assinado por 150 corporações de 20 países, sindicatos, ONGs e grupos de direitos humanos.
O desabamento do edifício do Rana Plaza, em 2013, com mais de 3 mil operários, serviu como um alarme para governos, sindicatos e indústria de que era necessário responder aos temas de direitos humanos envolvendo a indústria têxtil. “O incêndio na fábrica de Manila deve fortalecer essa chamada para a ação para prevenir que novos acidentes aconteçam”, observou Addo.
O grupo enfatizou as dificuldades ainda encontradas para melhorar as qualidades de trabalho e facilitar o acesso à justiça dos trabalhadores prejudicados por essas circunstâncias laborais, incluindo o aprimoramento dos edifícios, contratos de trabalho e regularização dos sindicatos em vários países.
“Instamos os Estados e a comunidade empresarial a ser mais pró-ativa para garantir condições de trabalho mais seguras para trabalhadores da indústria de vestuário e têxtil e evitar a contínua repetição de tragédias preveníveis”, frisou.
