Na América do Sul, Brasil, Chile e Uruguai apresentaram os aumentos mais notórios.
Em outubro de 2012, a inflação anual de alimentos na América Latina e Caribe alcançou seu nível mais alto em mais de três anos: 10%. É isto o que afirmou na segunda-feira (17) o Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para América Latina e Caribe.
Segundo o Boletim Mensal de Preços da FAO, na América do Sul os aumentos mais notórios nas taxas anuais de inflação alimentar ocorreram no Brasil, Chile e Uruguai, todos com níveis superiores a 9% e quase um ponto percentual acima dos relatos em setembro de 2012. Outras grandes economias da região, como Argentina, México e Venezuela, apresentaram ao menos 9% em relação às mesmas taxas anuais.
Entre outubro de 2011 e outubro de 2012, a inflação dos alimentos na América Latina e Caribe registrou uma variação anual de 10%, quatro pontos acima da inflação anual geral. Especificamente no Brasil e Chile, a inflação de alimentos é consideravelmente superior à geral.
O Representante Regional da FAO para América Latina e Caribe, Raúl Benítez, ressaltou que a região fez grandes avanços na erradicação da fome, e por isso é fundamental que os governos mantenham seu apoio aos setores mais desfavorecidos durante os aumentos de preços alimentares.
A FAO também ressaltou que na América Central, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador apresentaram aumentos sutis na inflação global e na inflação de alimentos. No entanto, para este grupo de países a média para ambas as taxas é de cerca de 4%. No Caribe, o Haiti foi o único dos três países pesquisados que apresentou aumento nas duas taxas, mas os aumentos não superaram o meio ponto percentual.