Inflação dos alimentos na América Latina e no Caribe alcança maior nível do ano, afirma FAO

Em junho de 2012 a inflação anual de alimentos na América Latina e no Caribe atingiu 8,9%. As taxas brasileiras contribuíram para o aumento.

Previsão é de redução de 7,8 milhões de toneladas em 2012 (FAO)Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em junho de 2012, a inflação anual de alimentos na América Latina e no Caribe atingiu o seu nível mais alto até agora neste ano, atingindo 8,9%. O Relatório Mensal de Preços de Alimentos do Escritório Regional da FAO observa que o aumento da inflação dos alimentos foi influenciado principalmente pelo aumento das taxas anuais de Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador e México. No entanto, a inflação caiu em El Salvador e Paraguai.

Enquanto isso, a inflação regional geral continua em queda: entre janeiro e junho deste ano, a taxa caiu de 6,9% para 6%. “A diferença entre a inflação dos alimentos e a inflação global foi estendida a quase 3 pontos percentuais, um nível não visto desde abril de 2009”, disse Raul Benitez, Representante Regional da FAO. Consequentemente, a incidência da inflação dos alimentos na inflação geral também aumentou sua participação de 32% no final de 2011 para 38% em junho de 2012.

Cai produção de arroz no Brasil

A produção mundial de arroz deve sofrer uma redução de 7,8 milhões de toneladas em 2012. Segundo informações divulgadas  na última segunda-feira (6) pela FAO, a produção do grão está caindo no Brasil e  em outros países sul-americanos, como Argentina, Paraguai e Uruguai. Uma das razões são as más condições climáticas como secas e a variação da pauta de produção de grãos, com mudanças para produtos mais rentáveis. O quadro levou a uma queda de 7% para América Latina e Caribe como um todo.

Já na África, a produção de arroz deve subir 3%. Outros países como China, Indonésia e Tailândia também devem registrar ganhos. Na Austrália, a colheita do arroz foi 32% maior este ano, se comparada ao mesmo período do ano passado.

A FAO informou ainda que as fortes chuvas na Índia e outros países da Ásia contribuíram para diminuir as estimativas da produção global de arroz. Para este ano, a previsão é de 724,5 milhões de toneladas.