Inflação dos alimentos na América Latina e no Caribe registra a maior alta do ano, diz FAO

O Brasil também apresentou um aumento, subindo do índice negativo de -0,2% em agosto para 0,8% em setembro.

Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

De acordo com o Relatório Mensal de Preços dos Alimentos da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado nesta segunda-feira (03), a inflação do preço dos alimentos na América Latina e no Caribe atingiu 1,2% em setembro, aumentando 0,4% em relação a agosto. Esta é uma das maiores taxas registradas na região neste ano.

Na América do Sul, em setembro, a Bolívia apresentou taxa negativa pelo segundo mês consecutivo, caindo de -0,4% para -1,6%. O Paraguai também registrou queda nos preços dos alimentos pelo quarto mês consecutivo, com -0,6%. 

Já a Argentina, o Chile, a Colômbia, o Peru e o Uruguai registraram alta na inflação do preço dos alimentos. O Brasil também apresentou um aumento, subindo do índice negativo de -0,2% em agosto para 0,8% em setembro. O Equador não apresentou nenhuma mudança. 

Na América Central, México e Caribe, a Costa Rica e El Salvador apresentaram taxas de -0,5%. E pelo segundo mês consecutivo, Honduras e Nicarágua registraram taxas negativas, -0,2% e -0,7%, respectivamente. Por outro lado, Guatemala, México, Panamá e República Dominicana apresentaram aumento nos preços dos alimentos.

Na esfera internacional, o índice de preços de alimentos da FAO registrou 191,5 pontos em setembro, 2,6% menor em relação a agosto, atingindo o seu nível mais baixo desde agosto de 2010.