Apesar do aumento temporário da disponibilidade de alimentos, 2,5 milhões de pessoas devem enfrentar graves dificuldades entre janeiro e março de 2015.

Aumento dos fundos da UNICEF é urgente para apoio nutricional às crianças do Sudão do Sul. Foto: UNICEF Sudão do Sul
Milhares de crianças abaixo dos cinco anos correm risco de morrer por subnutrição no Sudão do Sul, enquanto 1,5 milhão de pessoas enfrentarão níveis emergenciais de insegurança alimentar de setembro até dezembro, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta terça-feira (23).
De acordo com a Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC), apesar dos progressos temporários na disponibilidade de alimentos, as perspectivas para 2015 permanecem graves. As estimativas são de que 2,5 milhões de pessoas estarão em crise ou em níveis emergenciais de insegurança alimentar de janeiro a março do ano que vem.
A subnutrição infantil representa risco ainda maior, uma vez que as crianças são mais vulneráveis à escassez de alimentos. Por conta do alto índice de doenças, da falta de água potável e do acesso a serviços básicos de saúde, a subnutrição — principalmente na infância — não diminuiu junto com a segurança alimentar, já que não permite que as crianças absorvam os nutrientes.
Desde abril, o UNICEF proveu tratamentos para desnutrição aguda a mais de 55 mil crianças abaixo dos cinco anos de idade. Até o final do ano, vai elevar esse número para 120 mil à medida que amplia seus serviços — incluindo no Sudão do Sul, onde concluiu novas parcerias com organizações como o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.
Porém, é um grande desafio proporcionar suporte às populações em zonas de conflito e aos 1,4 milhão de deslocados internos no mundo — dos quais mais da metade são crianças. O UNICEF precisa com urgência de 25 milhões de dólares para continuar a ampliar suas iniciativas de auxílio nutricional, principalmente com a breve perspectiva do período de seca no Sudão do Sul.