Cem mil civis deixam de receber ajuda vital em Pibor, no estado de Jonglei. Conflito impede aproximação de trabalhadores humanitários. Área grande e pantanosa exige recursos logísticos significativos, incluindo meios aéreos.

Pessoas que fogem de cidade Pibor no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS
A subsecretária-geral da ONU para assuntos humanitários, Valerie Amos, alertou nesta quarta-feira (17) que 100 mil civis no condado de Pibor, em Jonglei, Sudão do Sul, tiveram a assistência vital cortada em razão da luta entre o Estado e grupos armados, além do recente ressurgimento de conflitos intercomunais.
Alarmada com a deterioração da situação, Amos pediu o fim imediato da violência e apelou pela assistência a todos que precisam na região. “A luta está ameaçando as vidas de pessoas comuns e reduzindo a capacidade das organizações humanitárias de fornecer ajuda urgente”, afirmou.
Nesta quarta-feira, pela primeira vez desde o início das hostilidades, organizações humanitárias entregaram assistência para a área de Dorein em Jonglei. Mesmo com “a boa notícia” a ONU lembrou que a chegada de alimentos e outros suprimentos básicos a Pibor, um terreno grande e pantanoso, requer recursos significativos.
“Peço à comunidade internacional que assegure que tenhamos os recursos logísticos necessários, incluindo meios aéreos, para chegar a todos os necessitados no condado de Pibor”, disse Amos. A subsecretária ressaltou que a ONU vai trabalhar com todas as partes para garantir a assistência na região e lembrou que todos os lados do conflito têm obrigação, sob a lei humanitária internacional, de proteger os civis.