Instabilidade política impede Guiné-Bissau de enfrentar crime organizado, diz representante da ONU

Para Representante do Secretário-Geral da ONU para Guiné Bissau, país atravessa período eleitoral com “graves distúrbios” após falecimento do ex-presidente.

O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Diretor do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), Joseph Mutaboba, afirmou na quarta-feira (28/03) no Conselho de Segurança (CS) que a instabilidade política impede o país de enfrentar problemas nacionais como o crime organizado, o tráfico de drogas e a segurança. Para Mutaboba, concluir a transição política é uma prioridade.

O país africano atravessa, na opinião do Representante Especial, um período eleitoral de “graves distúrbios” após o falecimento do presidente Malam Bacai Sanhá no dia 09 de janeiro de 2012. A eleição do novo líder ocorreu no dia 18 de março e o segundo turno será no dia 22 de abril, disputado entre o antigo Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior e o ex-presidente Kumb Yala.

“O Governo está seriamente limitado desde janeiro: em primeiro lugar, porque os poderes do presidente interino são constitucionalmente circunscritos e, em segundo lugar, a candidatura do primeiro-ministro e o envolvimento de outros titulares de cargos afetaram ainda mais os trabalhos do governo”, afirmou Mutaboba. Ele citou, por exemplo, que o orçamento de 2012 só poderá ser aprovado quando houver um novo presidente.

Embaixadora brasileira pede fundo de pensão para combater insegurança

A Presidente da Comissão da ONU de Configuração para a Construção da Paz na Guiné-Bissau, a embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, ressaltou que o país precisa adotar um fundo de pensão para as forças armadas e de segurança a fim de estabilizar o país. “É fundamental que o novo governo, uma vez eleito, prossiga com a inauguração e implementação do fundo como uma questão de prioridade”.