Fortes chuvas e inundações no sul da África danificaram grandes áreas de terras cultiváveis, segundo informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Fortes chuvas e inundações no sul da África danificaram grandes áreas de terras cultiváveis, segundo informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Comunidades mais pobres da região podem vir a sofrer com a escassez de alimentos nos próximos meses. “Os níveis de insegurança alimentar já estão críticos nas áreas afetadas de alguns desses países e inundações só pioram ainda mais a capacidade dos agricultores pobres de lidar [com a situação] e alimentar suas famílias nos próximos meses,” disse a Coordenadora Regional de Emergência para o sul da África da FAO, Cindy Holleman.
A agência está trabalhando com os sistemas de alerta precoce de autoridades regionais e nacionais para acompanhar a evolução das principais bacias hidrográficas e avaliar o impacto sobre a produção de alimentos. A região está no meio da estação de chuvas e a estação de ciclones deve chegar em seu auge durante este mês, situação que coloca em risco elevado de inundações diversas áreas agrícolas ao longo de rios de países como Botsuana, Lesoto, Moçambique, Namíbia, Zâmbia, Zimbábue e África do Sul.
No Lesoto, por exemplo, um dos mais pobres países da subregião, uma equipe de avaliação da FAO constatou que, em algumas das áreas alagadas, até 60% da safra foi perdido e mais de 4.700 animais, principalmente ovelhas e cabras, morreram.
Perdas de safras também são relatadas ao longo de margens de rios nas regiões central e sul de Moçambique e foi declarado alerta vermelho para as regiões, dado que fluxos de água nos principais rios estão acima dos níveis de alerta.
A África do Sul já declarou estado de desastre nacional em vários distritos do país, devido às enchentes que destruíram milhares de hectares de terras cultiváveis e causaram danos estimados em milhões de dólares.
A FAO está participando de avaliações de impacto de inundações em toda a região e fornece aos governos parecer técnico sobre sistemas de monitoramento de enchentes, bem como preparação e medidas para evitar a eclosão e propagação de doenças veterinárias, ao mesmo tempo se preparando para possíveis intervenções de auxílio agrícola, após a diminuição dos níveis de água.