Apesar de execuções públicas continuarem, especialista das Nações Unidas vê maior abertura das autoridades iranianas para o diálogo e para reformas.

Relator especial para a situação dos direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed. Foto: ONU/Amanda Voisard
O relator independente da ONU Ahmed Shaheed afirmou nesta quinta-feira (24) que a questão dos direitos humanos deve ser central na nova agenda de governo iraniano, ao se referir a reformas que devem ser concretizadas no país.
“Estas reformas devem produzir mudanças concretas e visíveis na situação dos direitos humanos no país”, disse Shaheed, uma vez que “práticas oficiais problemáticas duradouras” têm minado vários direitos básicos.
O relator acrescentou que a sua maior “preocupação acerca dos direitos humanos no Irã é a alta taxa de execuções no país associadas às fracas garantias de um julgamento justo que as vítimas têm”.
Segundo o relatório apresentado por Shaheed, de janeiro de 2012 a junho de 2013 foram executadas 724 pessoas. “Dada a natureza e a escala do problema, eu apelo a uma moratória à pena de morte até que muitas das questões possas sem resolvidas”, afirmou o relator.
Ainda que a situação dos direitos humanos tenha se deteriorado no país, ele disse esperar por “mudanças significativas no terreno”, Ahmed Shaheed destacou que existe “uma diferença real” nas relações com as autoridades iranianas.
“Há várias mensagens positivas” e declarações do presidente Hassan Rouhani que criam expetativas para reformas efetivas e sustentáveis no país, garante Shaheed.