O chefe de direitos humanos da ONU lamentou a morte de centenas de civis na região oeste de Mossul, no Iraque, provocada por ataques terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e por bombardeios aéreos das forças governamentais.
De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), entre os dias 17 de fevereiro e 22 de março, pelo menos 307 pessoas morreram e 273 ficaram feridas nesses ataques.

Família sai de casa destruída minutos depois de ataque do ISIS com carro-bomba no bairro de Al Andalus, em Mossul, Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett
O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, lamentou na terça-feira (28) a morte de centenas civis na região oeste de Mossul, no Iraque, provocada por ataques terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e por bombardeios aéreos das forças governamentais.
De acordo com o Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), entre os dias 17 de fevereiro e 22 de março, pelo menos 307 pessoas morreram e 273 ficaram feridas nesses ataques.
O incidente mais fatal aconteceu em 17 de março, quando um ataque aéreo, que tinha como alvo atiradores do ISIL, acabou atingindo uma casa em um bairro no oeste de Mossul. Testemunhas relataram que os terroristas obrigaram 140 civis a entrar na casa antes do ataque. Pelo menos 60 morreram.
Entre os dias 23 e 26 de março, relatos apontam que ao menos 95 civis foram mortos em Risalah, Nabils, Uruba e Sainaah al-Qadimah, no oeste de Mossul, como resultado de bombardeamentos e outros artefatos explosivos promovidos pelo Estado Islâmico.
“A estratégia do ISIL de usar crianças, mulheres e homens para se proteger dos ataques é covarde e vergonhosa. Essas ações violam padrões mais básicos de dignidade humana e moralidade. No âmbito do direito internacional humanitários, o uso de escudo humanos constitui um crime de guerra”, disse Zeid em comunicado à imprensa.
O chefe de direitos humanos da ONU também pediu ao governo do país e às partes envolvidas que realizem uma revisão urgente das táticas de proteção de civis, a fim de garantir que os impactos sobre eles sejam os menores possíveis.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 350 mil pessoas foram deslocadas desde que as operações em Mossul começaram, em 17 de outubro de 2016.