Atentado suicida em escola mata mais de 10 crianças. Representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados pede que líderes políticos, religiosos e civis do país encontrem uma maneira de acabar com a violência.

Representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Leila Zerrougui. Foto: ONU/Violaine Martin
Lamentando o terrível atentado suicida que matou mais de 10 crianças e deixou dezenas de feridos no norte do Iraque, a representante especial das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados, Leila Zerrougui, apelou nesta segunda-feira (7) aos líderes políticos, religiosos e civis do país já destruído por conflitos para encontrarem uma maneira de acabar com a violência.
“É nosso dever proteger as crianças e seus locais de aprendizagem”, disse Zerrougui em uma declaração sobre o ataque neste domingo (6) no qual um homem-bomba detonou um caminhão cheio de explosivos em um pátio da escola em um vilarejo na província de Mosul.
“Matar ou ferir crianças deliberadamente na escola é terrível. Esta é uma grave violação dos direitos das crianças e eu lembro a todos que as escolas são e devem permanecer refúgios seguros”, disse Zerrougui, acrescentando que a onda de violência no Iraque não poupa nada e ninguém.
Nos últimos meses, crianças foram mortas ou feridas por ataques contra civis. Escolas e áreas de lazer onde as crianças se reúnem para brincar têm sido alvos de violência.
De acordo com a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque, no mês de setembro cerca de mil iraquianos foram mortos e mais de 2.100 foram feridos em atos de terrorismo e violência.