Mês mais violento foi maio, com 3.154 vítimas, sendo 963 mortos e 2.191 feridos. Representante das Nações Unidas no país pede que autoridades tomem medidas para evitar tensões sectárias.

Guia iraquiano em sítio arqueológico de Shanidar. Foto: ONU/Bikem Ekberzade
O ano de 2013 registrou o maior número de vítimas civis do Iraque desde 2008, com 7.818 mortos e 17.981 feridos, incluindo policiais civis. Cinco anos antes, foram registrados 6.787 mortos e 20.178 feridos. Os dados são da Missão de Assistência das Nações Unidas no país (UNAMI).
“Este é um recorde triste e terrível que confirma mais uma vez a necessidade urgente de as autoridades iraquianas lidarem com as raízes da violência para frear este ciclo infernal”, disse o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, Nicholay Mladenov.
Apenas em dezembro, 661 civis morreram, dos quais 175 eram policiais. Já entre os 1.201 civis feridos estavam 258 policiais. Além disso, 98 membros das Forças de Segurança do Iraque foram mortos e 144 feridos.
O mês mais violento de 2013 foi maio, com um total de 3.154 vítimas civis, incluindo policiais, dos quais 963 foram mortos e 2.191 feridos. Desde abril de 2013, o número total de vítimas (mortos e feridos, incluindo policiais civis) tem estado consistentemente acima de 1.500.
“O nível de violência indiscriminada no Iraque é inaceitável e peço aos líderes iraquianos que tomem as medidas necessárias para prevenir que grupos terroristas alimentem tensões sectárias, o que contribui para enfraquecer o tecido social da sociedade”, acrescentou Mladenov.
Bagdá foi a região mais afetada, com 809 vítimas civis – 254 mortos e 555 feridos, seguida por Salahadin, com 102 mortos e 160 feridos; Diyala, 99 mortos e 161 feridos; Ninewa, 105 mortos e 147 feridos; e Anbar, 62 mortos e 79 feridos.