“Se os fundos não forem urgentemente assegurados, mais da metade dos programas humanitários deverá fechar ou diminuir nas próximas semanas e meses”, alertou a coordenadora humanitária no país, Lise Grande.

ACNUR distribui itens essenciais para ajudar famílias deslocadas a aguentar o calor intenso do verão. Foto: ACNUR Iraque
Dilacerado pela guerra e enfrentando uma das piores emergências do mundo, o Iraque se encontra à beira de um colapso. Com falta de fundos, mais da metade das operações de ajuda pode ser finalizada nas próximas semanas, alertou nesta segunda-feira (08) o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) no país.
A coordenadora humanitária da ONU na nação, Lise Grande, afirmou que o último apelo lançado pelas Nações Unidas, de 500 milhões de dólares, servirá apenas para atender o “mínimo, o mais básico dos requerimentos” de mais de oito milhões de pessoas, em cada uma das 18 províncias da nação, incluindo 3 milhões de pessoas deslocadas e 1,7 milhão que pode precisar de ajuda vital até o final de 2015.
“Se os fundos não forem urgentemente assegurados, mais da metade dos programas humanitários deverá fechar ou diminuir nas próximas semanas e meses”, disse Grande. “Uma das emergências mais graves pode entrar em colapso por causa de falta de fundos. As implicações disso para o Iraque e a região são enormes.”
Enumerando as prioridades para o país, Grande destacou a necessidade de proteger as populações mais vulneráveis, lembrando que os iraquianos têm sido vítimas de terríveis atrocidades, como a escravidão sexual e uso de crianças como escudo ou bombas humanas. Estima-se que 2,3 milhões de pessoas vivam em áreas controladas pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), em condições condenadas em todo mundo.