Iraque: ONU adverte que pelo menos 1,1 mil iraquianos foram mortos em setembro

O número não inclui pessoas mortas na operação em curso em Anbar, ou aqueles que morreram em decorrência das altas temperaturas ou de fome depois de serem forçados a fugir da violência.

 Iraquianos fogem de militantes no início de 2014. O número de iraquianos buscando refúgio na Jordânia e na Turquia aumentou. Foto: ACNUR/E.Colt

Iraquianos fogem de militantes no início de 2014. O número de iraquianos buscando refúgio na Jordânia e na Turquia aumentou. Foto: ACNUR/E.Colt

Pelo menos 1.119 iraquianos – a maioria civis – foram mortos em setembro, informaram as Nações Unidas no país nesta quarta-feira (1). No entanto, advertiu que o número não inclui pessoas mortas na operação em curso em Anbar, ou aqueles que morreram em decorrência das altas temperaturas ou de fome depois de serem forçados a fugir da violência em suas cidades.

A Missão de Assistência das Nações Unidas (UNAMI), recebeu informações, mas não foi incapaz de verificar sua autenticidade “relatos de um grande número de vítimas, juntamente com uma quantidade desconhecida de pessoas que morreram de efeitos secundários da violência, depois de terem fugido de suas casas devido à falta de água, alimentos, medicamentos e cuidados de saúde”.

Como resultado, os números apresentados devem ser considerados como o “mínimo absoluto”, de acordo com o comunicado.

Do número total de fatalidades, pelo menos 854 pessoas eram civis e 265 membros das forças de segurança iraquianas. A região mais afetada foi Bagdá, onde 352 pessoas foram mortas e 983 ficaram feridas. Um adicional de 1.604 civis iraquianos ficaram feridos em atos terroristas e violentos durante o mês.

Na reunião do Conselho de Segurança no mês passado, os 15 Estados-membros condenaram os ataques de organizações terroristas, incluindo o Estado Islâmico. Também cobraram a implementação de ajuda efetiva para os esforços do governo iraquiano no combate aos militantes.

Também na reunião, o chefe da UNAMI, Nickolay Mladenov, informou em nome do secretário-geral Ban Ki-moon, que o novo governo do Iraque vai precisar de apoio internacional, uma vez que trabalha para restaurar a segurança em grande parte do país.