Iraque precisará de apoio contínuo para enfrentar desafios, afirma ONU

O Iraque pode se orgulhar dos progressos realizados nos últimos anos, mas ainda enfrenta consideráveis desafios de segurança, políticos e de desenvolvimento.

Ad MelkertO Iraque pode se orgulhar dos progressos realizados nos últimos anos, mas ainda enfrenta consideráveis desafios de segurança, políticos e de desenvolvimento, que requerem forte apoio da comunidade internacional. Em relatório para o Conselho de Segurança, o Representante Especial do Secretário-Geral Ban Ki-moon, Ad Melkert, destacou alguns dos ganhos obtidos, incluindo a realização de eleições regulares e um sistema de governo que incorpora uma constituição de partilha de poder, garantindo a participação de mulheres e minorias.

“Consolidar e fortalecer ainda mais os ganhos indiscutíveis exigirá uma profunda compreensão da necessidade de resolver questões pendentes,” acrescentou, conforme apresentava o mais recente relatório de Ban Ki-moon sobre as atividades da Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI). Nele, o Secretário-Geral diz que o país continua enfrentando uma série de desafios para os quais será necessário o forte apoio da ONU e da comunidade internacional.

“Estou preocupado que, à luz dos muitos desafios prementes da região, importantes necessidades básicas do povo iraquiano possam ser esquecidas, especialmente à medida que o índice da pobreza do país mantém-se elevado, em 22,9%,” afirma o relatório, observando também que, quase sete meses após a aprovação do atual Governo iraquiano pelo Conselho e 16 meses após as históricas eleições parlamentares de março de 2010, ainda existem questões pendentes relacionadas ao processo de formação do Governo.

Ban Ki-moon pede aos líderes políticos do Iraque que ponham de lado suas diferenças e ajam rapidamente para chegar a um acordo sobre o caminho a seguir.

Ecoando os comentários do Secretário-Geral sobre os progressos realizados, Melkert disse que, “embora muitos desafios permaneçam em relação à sedimentação dos direitos humanos e dos fundamentos da democracia nas mentes e atos de todos os interessados, é difícil ver que a mudança poderia ser revertida. (…) Desenvolvimentos na região estão mostrando que a mudança deve e, eventualmente, virá principalmente de dentro.”

“O novo Iraque só será uma oportunidade real para todos os iraquianos se seus líderes forem decisivos em suas ações, os aliados não se desviarem de seu apoio e sua soberania for respeitada,” afirmou, acrescentando que a ONU estará bem posicionada para continuar a ser um parceiro confiável nessa empreitada.