No último ano, a UNESCO providenciou treinamento sobre segurança, “jornalismo de conflito” e informações sobre ajuda humanitária a 40 profissionais de mídia na Somália.
A Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, por meio de um comunicado de imprensa, condenou hoje (31/1) a morte de um jornalista na Somália no último dia 29 e pediu medidas para aumentar a segurança dos profissionais da mídia no país do Chifre da África.
Hassan Osman Abdi, Diretor da Rede Shabelle, grupo privado de televisão e rádio, foi morto por um tiro de uma arma não identificada em sua casa, em Mogadíscio.
Bokova pediu investigações sobre o assassino de Osmam Abdi e declarou que “a morte de jornalistas mina o direito das pessoas de acesso a informação e liberdade de expressão. A reconciliação na Somália só será possível com respeito a esses dois direitos”.
Desde 2006 a UNESCO mantém o portal “Memória da UNESCO para Jornalistas Assassinados”, que reporta a morte de 21 jornalistas somalis. No último ano, a UNESCO providenciou equipamento e treinamento sobre segurança, jornalismo “sensível a conflitos” e informações sobre ajuda humanitária a 40 profissionais de mídia na Somália. O treinamento visava fortalecer a qualidade e o fluxo de informação para audiências dentro da Somália e para os refugiados em campos em países vizinhos.