Compromisso assumido por líderes do Oriente Médio busca levar solução pacífica para regiões mais afetadas pela crise.

Barreira na Cisjordânia, com postos de controle, bloqueios de estradas e sistema de autorização, criou um regime de oclusão com efeito terrível na vida dos refugiados palestinos. Foto: ACNUR/Isabel de la Cruz
Saudando o recente compromisso assumido pelos líderes israelenses e palestinos para uma solução pacífica nas regiões que mais sofrem com a crise, o enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio disse ao Conselho de Segurança nesta quinta-feira (23) que tais palavras de comprometimento devem se transformar em “ações concretas e sustentáveis”.
“Agora é tempo de agir de forma decisiva para reverter a crescente percepção de que a solução de dois Estados está morrendo aos poucos”, alertou o coordenador especial para o processo de paz no Oriente Médio da ONU, Nickolay Mladenov, enquanto falava ao Conselho de Segurança sobre a situação na região no último mês.
Na ocasião, ele alertou que situação nos territórios palestinos é cada vez menos sustentável. Apesar da decisão recente de Israel de conceder 8 mil autorizações de trabalho aos palestinos da Cisjordânia e a autorização para a entrada de material para a reconstrução das casas destruídas em Gaza, o coordenador especial deplorou as atividades unilaterais israelenses que ocorrem nesta região, incluindo a construção de assentamentos e a demolição e despejos.
O enviado especial também chamou a atenção para a crescente violência nos territórios palestinos e áreas vizinhas, com operações de seguranças de ambas as partes provocando detenções de israelenses e palestinos. Além disso, a presença de grupos extremistas é fonte de preocupação tanto em Gaza como no Sinai.