Presidente norte-americano disse também na abertura da Assembleia Geral da ONU que país quer uma “solução diplomática” para o conflito na Síria.

Presidente dos EUA, Barack Obama, discursando na tribuna da ONU nesta terça-feira (24). Foto: ONU/Rick Bajornas
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursou nesta terça-feira (24) na abertura da 68ª sessão da Assembleia Geral da ONU e afirmou que os norte-americanos estão empenhados em resolver o conflito entre Israel e Palestina, bem como a questão do armamento nuclear iraniano.
Caso esses dois problemas sejam resolvidos, disse Obama, a situação no norte da África e no Oriente Médio vai melhorar consideravelmente.
O presidente norte-americano disse que a política externa do país para as duas regiões visa à garantia da paz e da democracia e que o uso de armas químicas não será tolerado em nenhuma hipótese, já que a segurança dos Estados Unidos estaria ameaçada.
Obama admitiu que as diferenças entre americanos e iranianos não podem ser resolvidas “de um dia para o outro”, mas que, caso a questão nuclear do Irã seja resolvida, os dois países podem voltar à diplomacia.
Sobre Israel e Palestina, Obama afirmou que a solução para o conflito é reconhecer os dois países, já que ambos os povos têm o direito de ter um território para si. Ele acrescentou que todos devem considerar o poder da paz para acabar com os extremismos e criar um caminho para o desenvolvimento.
A Síria foi outro tópico sobre o qual o presidente norte-americano discursou. Ele disse que o país concentra todos os tipos de ameaças sofridas no século 21, com ataques terroristas e uso de armas químicas.
Obama destacou que o mundo quer justiça e que banir as armas químicas é de interesse não só dos Estados Unidos mas de toda a comunidade internacional.
“Minha posição sempre foi a favor da solução diplomática”, disse ele, ressaltando que EUA e Rússia estão mediando a situação na Síria e que o Conselho de Segurança da ONU deve fiscalizar as medidas tomadas pelo governo sírio para acabar com o uso de armas químicas.
Obama disse compreender que muitas pessoas estão frustradas com o governo norte-americano sobre a decisão do ataque militar à Síria e muitos têm a impressão de que o país não aprendeu com a experiência no Iraque, mas “nós vivemos em um mundo de escolhas imperfeitas”.