Japão: apesar de melhorias, AIEA afirma que situação ainda é delicada

O Assessor Especial para Assuntos Científicos e Técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Graham Andrew, relatou nesta terça-feira (22/03) que houve “alguma melhora” na crise das usinas nucleares no Japão, mas alertou que a situação geral continua preocupante. Ele alegou ainda que a Agência não recebeu informações sobre certos aspectos cruciais.

O Assessor Especial para Assuntos Científicos e Técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Graham Andrew, relatou nesta terça-feira (22/03) que houve “alguma melhora” na crise das usinas nucleares no Japão, mas alertou que a situação geral continua preocupante. Ele alegou ainda que a Agência não recebeu informações sobre certos aspectos cruciais.

Segundo Andrew, altos níveis de contaminação foram encontrados na proximidade da usina de Fukushima Daiichi, e a AIEA continua recebendo dados sobre altos níveis de radiação em alimentos, principalmente espinafre, em amostras colhidas em cinco cidades ao sul de Fukushima. De acordo com o Assessor Especial, isto indicaria que em algumas províncias o nível de radiação nos alimentos está acima do permitido.

Uma equipe de monitoramento da AIEA tomou medidas em locais a 35 e 69 quilômetros da usina, e planeja ter mais duas equipes em atividade nos próximos dias, uma na região de Fukushima e outra em Tóquio e seus arredores.

Sobre os reatores da usina, danificados pelo recente terremoto e pelo tsunami que atingiram o país, houve uma evolução positiva nos reatores cinco e seis da usina, que já estavam resfriados, declarou Andrew.