A repórter investigativa do Azerbaijão Khadija Ismayilova foi presa e, no ano passado, sentenciada a sete anos e meio de prisão. A coragem da jornalista foi reconhecida por um júri internacional que a indicou para ganhar o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa da UNESCO.

A jornalista azeri trabalha como repórter investigativa no Azerbaijão. Foto: UNESCO
Em reconhecimento à sua excepcional contribuição para a liberdade de imprensa em circunstâncias difíceis, um júri internacional de profissionais de mídia indicou a jornalista azeri Khadija Ismayilova para receber o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) – Guilherme Cano 2016.
Ismayilova trabalha como repórter investigativa freelancer e colabora com o serviço azerbaijano da Rádio Free Europe. A jornalista foi detida em dezembro de 2014 e, em setembro de 2015, recebeu uma pena de sete anos e meio de prisão por acusações relacionadas a abuso de poder e evasão fiscal.
“Khadija Ismayilova merece muito o prêmio e estou feliz em ver que a sua coragem e profissionalismo foram reconhecidos”, afirmou a presidente do júri da premiação, Ljiljana Zurovac. O Prêmio será entregue durante cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio.
Criado pelo Conselho Executivo da UNESCO em 1997, o Prêmio homenageia uma pessoa, organização ou instituição que tenha realizado contribuições excepcionais para a defesa e/ou promoção da liberdade de imprensa em qualquer lugar do mundo, especialmente em situações de perigo.
O Prêmio é de 25 mil dólares e recebe o nome de Guilhermo Cano Isaza em referência ao jornalista colombiano que foi assassinado em frente ao jornal onde trabalhava – El Espectador – em Bogotá, no dia 17 de dezembro de 1986. A premiação foi originalmente criada pela Fundação Cano, da Colômbia, e pela Fundação Helsingin Sanomat, da Finlândia.