A ONU pediu hoje uma melhora nas condições de segurança para jornalistas e outros profissionais que trabalham em zonas de conflito ou inquietação social, de modo que possam exercer seus deveres.
A ONU pediu hoje uma melhora nas condições de segurança para jornalistas e outros profissionais que trabalham em zonas de conflito ou inquietação social, de modo que possam exercer seus deveres. O pedido segue-se à publicação da análise de final de ano do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que informou que pelo menos 42 jornalistas foram mortos em 2010.
“Enquanto o número de jornalistas mortos em 2010 representa um declínio em relação a anos anteriores, continua sendo inaceitavelmente alto e mostra a violência que jornalistas enfrentam no dia-a-dia,” declarou a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova.
De acordo com o CPJ, ataques suicidas e protestos violentos causaram uma proporção de mortes anormalmente alta. Os países onde foram assassinados mais jornalistas são Paquistão (oito), Iraque (quatro), Honduras (três) e México (três).
Bokova também lamentou a morte do repórter de televisão iraquiano Omar Rasim al-Qaysi, morto durante um atentado suicida no dia 12 de dezembro. Al-Qaysi, âncora da TV Al-Anbar, morreu na explosão de um carro-bomba, a caminho do trabalho. Seu irmão, Mustafa al-Qaysi, operador de câmera do mesmo canal, ficou ferido devido ao ataque, que matou pelo menos 13 pessoas e feriu 40. O Estado Islâmico do Iraque, grupo afiliado à Al-Qaeda, alegou responsabilidade pelo atentado.
“Enquanto atentados continuarem a ocorrer no Iraque e outras zonas de conflito e inquietação social, jornalistas pagarão um preço inaceitavelmente alto por defender o direito básico da liberdade de expressão,” disse Bokova.