Jovens relatam à ONU suas preocupações sobre o impacto da crise econômica

Jovens de 22 países visitaram sede da ONU em Nova York e afirmaram que desemprego, educação e participação política são prioridades.

Jovens de 22 países estarão nesta semana na sede das Nações Unidas para abordar os impactos da crise econômica sobre a juventude. A falta de emprego, corte de gastos na educação e uma maior inclusão no processo das decisões políticas dos países foram algumas das questões levantadas pelas delegações presentes. “Está difícil achar emprego. Muitos trabalham de ‘freelancer’ ou como estagiário. E sempre há incerteza por conta das demissões em massa”, defendeu o delegado da Bélgica, Joren Selleslaghs.

Os presentes encontraram o Secretário-Geral Ban Ki-moon e afirmaram que investimentos em educação devem ser prioridade. Eles defenderam que os cortes de gastos na educação por conta da crise global fazem a qualidade do ensino piorar.

Outra questão central foi a inclusão política nacional e internacional. “A ONU foi fundada no princípio que todos são representados e podem trabalhar nas soluções. Isso precisa ser também refletido nas prioridades dos jovens”, analisou o delegado da Holanda, Dirk Anton Jansen.

Antes da viagem para a sede das Nações Unidas, em Nova York, as delegações passaram cerca de um ano escutando preocupações de jovens em universidades, escolas e fóruns. “Falei com 76 organizações de jovens contabilizando mais de 500 mil membros. Dos temas discutidos, a questão da inclusão nos processos decisórios é a que mais preocupa os jovens. Eles querem ter suas vozes escutadas”, afirmou o delegado da Suécia, Marlin Johansson.