Laticínios puxam aumento de índice de preços da FAO

Relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) diz que aumento no preço de produtos lácteos foi em decorrência de dificuldades climáticas na Oceania e Europa.

Foto: FAO/A. Odoul

Foto: FAO/A. Odoul

Ao liberar o seu mais recente índice de preços mensal dos alimentos (FPI, em inglês), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) afirmou que o componente de laticínios do índice, que é responsável por 17% dos cálculos gerais, deu um salto de 22 para 225 pontos, uma dos maiores mudanças já registradas, devido ao tempo quente e seco na Oceania, que afetou a sua produção de leite e seus diversos derivados.

Os preços dos produtos lácteos utilizados na FPI são baseados nas exportações da Nova Zelândia – o maior exportador mundial de produtos lácteos – que representa cerca de um terço do comércio global. Os preços da exportação dos produtos lácteos também subiram para outros exportadores importantes, como a União Europeia e os Estados Unidos, porém não na mesma escala.

“O aumento excepcional é, em parte, um reflexo da incerteza do mercado, visto que compradores buscam fornecedores alternativos”, relatou o FPI. “Além disso, a produção de leite na Europa ainda não está completamente online, devido a um inverno particularmente frio, que atrasou o crescimento das pastagens que alimentam os animais.”

O mais recente relatório da FAO na produção e demanda de cereais informou uma perspectiva global positiva em relação às plantações de trigo, que já estão bem avançadas. Estima-se que as plantações de arroz e dos cereais secundários também aumente nos próximos meses, devido aos preços mais acessíveis.

De acordo com o relatório, “a produção mundial de cereais em 2013 pode se recuperar fortemente do clima desfavorável nas principais regiões produtoras”, mantendo a sua perspectiva de março, que esperava um aumento mundial na produção de trigo neste ano em 4%, para 690 milhões de toneladas — o segundo índice mais alto depois das 700 milhões de toneladas produzidas em 2011.

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