Entre 2% e 5% do PIB mundial – algo entre 800 bilhões e 2 trilhões de dólares – é lavado anualmente no mundo, alerta Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Dia Nacional de Prevenção à Lavagem de Dinheiro.

Ação da Polícia Federal, uma das instituições que combate a lavagem de dinheiro no Brasil. Foto: Ministério da Justiça
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e as instituições brasileiras que compõem a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA) marcam nesta terça-feira (29) o Dia Nacional de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. O objetivo é promover a cultura de legalidade e conscientizar a sociedade sobre os problemas gerados esse crime.
“O público não sabe que por trás da lavagem de dinheiro está o crime organizado transnacional, o tráfico de drogas, o tráfico de armas, o tráfico de pessoas e a corrupção”, afirmou o representante do Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, Rafael Franzini.
“Este é um crime que aparenta não ter vítimas, por isso é importante conscientizarmos todo o público brasileiro – sociedade civil, setor privado e governo – para que todos saibam que a lavagem de dinheiro permite aos criminosos desfrutar de suas riquezas ilegais e empreender novos negócios ilícitos.”
O valor estimado de dinheiro lavado anualmente no mundo está entre 2% e 5% do PIB mundial, ou seja, algo entre 800 bilhões e 2 trilhões de dólares. Os recursos obtidos com a lavagem de dinheiro fomentam a criação de uma cultura de dinheiro fácil que se alojou na sociedade, criando situações de insegurança, ameaças, extorsão e corrupção.
A cada ano, esses recursos ilícitos asseguram o crescimento de grupos criminosos, a expulsão de seus concorrentes do mercado, o aumento de preço de bens e serviços, assim como a intimidação da população.
A campanha para marcar o Dia Nacional de Prevenção à Lavagem de Dinheiro foi criada por uma parceria do escritório do UNODC na Colômbia com a Organização Negócios Seguros e Responsáveis (NRS). Ela está sendo realizada em vários países da América do Sul, com o apoio da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas da Organização dos Estados Americanos (CICAD/OEA) e do Grupo de Ação Financeira da América do Sul contra Lavagem de Dinheiro (GAFISUD).