Lentidão no desarmamento químico da Síria preocupa ONU e OPAQ

País falhou em cumprir o prazo de desarmamento do dia 13 e, caso falhe no próximo prazo — 27 de abril — pode fracassar em seu compromisso de desarmamento químico total até o fim do semestre.

Inspetores da missão conjunta da OPAQ-ONU avaliam as preparações para a eliminação das armas químicas no porto de Latarkia, Síria, em dezembro de 2013. Foto: OPAQ-ONU

Inspetores da missão conjunta da OPAQ-ONU avaliam as preparações para a eliminação das armas químicas no porto de Latarkia, Síria, em dezembro de 2013. Foto: OPAQ-ONU

Preocupada com perda do prazo – 13 de abril – pelo governo sírio para a destruição de suas armas químicas, a operação conjunta da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e da ONU declarou, nesta segunda-feira (14), que espera por uma “intensificação dos esforços” rumo à eliminação de todas as armas químicas do país até o fim do mês.

“A perda do próximo prazo – 27 de abril – pode impactar seriamente a eliminação de todo o programa de armamentos químicos da Síria até o fim do semestre”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric. “Cabe aos Estados-membros discutirem os próximos passos da missão. Atualmente, afirmamos apenas que o lento ritmo de desarmamento é preocupante.”

A remoção dos aparatos de destruição mais críticos começou no início de janeiro, seguindo os termos do acordo mediado por Rússia e Estados Unidos, onde a Síria renunciou às suas armas químicas e aderiu à Convenção das Nações Unidas para a Proibição das Armas Químicas.