Liberdade religiosa deve ser protegida no local de trabalho, diz especialista da ONU

A intolerância religiosa no local de trabalho pode ocorrer de diversas maneiras, dentre as quais incluem-se o preconceito entre empregados, empregadores e clientes, as interpretações restritivas de identidade corporativa ou o medo geral da diversidade religiosa.

Criança participa de cerimônia religiosa em Salvador (BA). Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Criança participa de cerimônia religiosa em Salvador (BA). Foto: Elói Corrêa/GOVBA

A liberdade de manifestar religião ou credo sem discriminação deve também ser protegida nos locais de trabalho, afirmou o especialista em direitos humanos da ONU, Heiner Bielefeldt, aos membros da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ele também pediu a todos os governos que tomem as medidas apropriadas para prevenir e eliminar qualquer forma de intolerância e de discriminação deste tipo.

A intolerância religiosa no local de trabalho pode ocorrer de diversas maneiras, dentre as quais incluem-se o preconceito entre empregados, empregadores e clientes, as interpretações restritivas de identidade corporativa ou o medo geral da diversidade religiosa.

“Muitas pessoas passam grande parte de suas vidas cotidianas no local de trabalho, no qual ainda enfrentam restrições para exercer o direito à liberdade de religião ou de crença”, disse o especialista, que pediu o estabelecimento de mecanismos de monitoramento e de leis antidiscriminação em ambientes de emprego público e privado.

Assim, os governos devem oferecer exemplos positivos de respeito pela diversidade religiosa em suas próprias políticas de trabalho nas instituições estatais, de acordo com Bielefeldt.

Além disso, o relator especial enfatizou o importante papel dos empregadores em estimular uma atmosfera de confiança, respeito e expressão entre os funcionários, para facilitar a identificação de padrões de intolerância ou de discriminação no trabalho.