Missão da ONU no país confirma morte de 40 pessoas que se manifestavam pacificamente na capital, Trípoli. Centenas também ficaram feridas.

Líbias protestam em Trípoli pedindo o desarmamento de brigadas armadas. Foto: UNSMIL/Iason Athanasiadis
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou profunda preocupação com os últimos incidentes violentos na capital líbia Trípoli, que deixaram mais de 40 mortos e centenas de pessoas feridas. O ACNUDH pediu que as autoridades levem os responsáveis pelos assassinatos à justiça.
“Estes foram os incidentes mais sangrentos em Trípoli desde o fim do conflito no país em 2011”, lembrou a porta-voz da agência, Ravina Shamdasani, na terça-feira (19).
Quase todas as mortes ocorreram na sexta-feira (15) após confrontos armados provocados por tiros em manifestantes que protestavam pacificamente contra a presença da brigada armada Misrata em Trípoli.
Membros da Missão das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) visitaram hospitais e confirmaram com as equipes médicas que 40 pessoas foram mortas, informou o ACNUDH, acrescentando que “os números devem subir”.
O Alto Comissariado pediu às autoridades líbias uma investigação rápida e imparcial sobre os incidentes, garantias de que os responsáveis pelos abusos de direitos humanos sejam levados à justiça e que o governo renove seus esforços para cumprir suas obrigações para com o direito internacional.
O ACNUDH pediu também que os detidos sejam libertados sem demora ou transferidos para o judiciário para investigação criminal, após receber relatos de que várias pessoas tinham sido feitas prisioneiras pelas brigadas armadas durante os confrontos.