Líbia: Chefe da missão da ONU condena ataque em Shahat e promete apoio para resolver a crise

Chefe da UNSMIL se reunia com o primeiro-ministro para discutir a escalada de violência no país quando duas explosões ocorreram nas proximidades. Ninguém da delegação ficou ferido.

Menino segura a bandeira líbia. Foto: ONU

Menino segura a bandeira líbia. Foto: ONU

O representante especial da ONU na Líbia condenou fortemente o ataque “covarde” que ocorreu nesta segunda-feira (10), nas proximidades do lugar onde se reunia com o primeiro-ministro do país, Abdullah al-Thinni, na cidade do leste do país Shahat, para discutir como conduzir a transição política de volta para o caminho certo.

“Eu não estou em posição de julgar o motivo aparente ou o alvo por trás do ataque, mas posso garantir a todos que o ocorrido não vai de forma alguma ter qualquer impacto sobre o nosso trabalho”, afirmou Bernardino Léon, que dirige a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL).

Léon estava reunido com o primeiro-ministro para discutir os últimos acontecimentos violentos no país do Norte da África, quando duas explosões ocorreram nas proximidades. Ninguém da delegação ficou ferido.

Tais ataques “nos tornam mais determinados a pressionar por soluções para pôr fim à crise na Líbia”, disse Léon.

Na semana passada, o Supremo Tribunal da Líbia declarou o Parlamento nacional inconstitucional. A eleição do Parlamento da Líbia, em 25 de junho, foi bem recebida pela missão da ONU na esperança que os políticos levariam o país na direção da paz por meio do diálogo político inclusivo.

Léon prometeu que a UNSMIL continuará a apoiar os líbios a superar os desafios que enfrenta a transição democrática e na construção de um Estado moderno com instituições fortes, baseadas no respeito aos direitos humanos e no Estado de Direito.

Também reiterou que a ONU é imparcial e neutra na sua abordagem e deseja as melhores soluções para o povo líbio, mas recordou que cabe aos próprios líbios proporem essas soluções. Afirmou que vai continuar os esforços de mediação, viajando para Tobruk e Trípoli para mais consultas antes de apresentar uma proposta sobre o caminho a seguir.