Missão da ONU condena combates contínuos na Líbia, apesar de repetidos pedidos de cessar-fogo

A UNSMIL trabalha em coordenação com parceiros internacionais e com todos as partes para por fim à violência e encontrar uma solução política para os problemas atuais.

Um residente de Tayuri caminha em frente ao muro baleado de sua casa, destruída nos confrontos na Líbia. Foto: IRIN/Zahra Moloo

Um residente de Tayuri caminha em frente ao muro baleado de sua casa, destruída nos confrontos na Líbia. Foto: IRIN/Zahra Moloo

A Missão de Assistência das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) condenou nesta terça-feira (12) os combates na capital, Trípoli, que continuam a se repetir apesar do apelo internacional de cessar-fogo imediato e pedidos para que as partes em conflito se abstenham de usar a força para resolver as diferenças políticas.

Por meio de um comunicado, a Missão disse “lamentar o aumento do número de mortes de civis” e expressou a sua profunda preocupação sobre o deslocamento de milhares de famílias, a falta de medicamentos, a paralisação da atividades econômicas e a destruição de residências e de infraestrutura.

A UNSMIL afirmou estar trabalhando em coordenação com parceiros internacionais e estar em constante contato com todos as partes para coordenar um cessar-fogo, por fim à violência e encontrar uma solução política para os problemas atuais.

Na região leste do país, a missão da ONU condenou os enfrentamentos contínuos que estão causando danos à população civil e denunciou os ataques contra posições policiais e do exército, assim como o uso de aeronaves militares no combate.

Segundo os relatos da mídia, a nova câmara de representantes concordou nesta terça-feira (12) que o novo presidente seja escolhido diretamente pelo povo líbio.

O parlamento recém-eleito se reuniu pela primeira vez na semana passada, uma iniciativa que foi felicitada pela UNSMIL ao oferecer esperança que para que os parlamentares consigam liderar os esforços por um diálogo político inclusivo.