Médico e sua esposa foram assassinados, enquanto filha de 18 anos do casal é mantida sob sequestro. Missão da ONU no país convocou autoridades a intervir para que a jovem seja libertada sem ferimentos e os responsáveis sejam penalizados.

As ruas de Sirte foram as mais fortemente danificadas depois de uma guerra de nove meses em 2011. Foto: IRIN/Heba Aly
A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) condenou veementemente o assassinato de um médico egípcio copta e de sua esposa na cidade de Sirte, além do sequestro da filha de 18 anos do casal, marcando a mais recente onda de violência sectária no país do norte da África.
“Esses assassinatos hediondos, aparentemente cometidos por motivos religiosos por atiradores não identificados, são totalmente rejeitados pelo povo líbio e são estranhos à sua tradição de tolerância em relação às minorias religiosas e à hospitalidade oferecida aos estrangeiros”, afirmou a UNSMIL.
O episódio segue o assassinato de sete egípcios coptas em fevereiro deste ano, além do sequestro de 30 outros egípcios cristãos coptas, que teriam sido torturados antes de serem libertados alguns dias depois.
A missão ainda convocou as autoridades e os atores com influência na sociedade civil e na comunidade religiosa a intervir rapidamente e garantir que a jovem vítima do sequestro seja libertada sem ferimentos. Além disso, pediu que seja realizada uma investigação completa sobre os assassinatos e que os seus responsáveis sejam levados a julgamento.