Líbia: ONU pede cessar-fogo humanitário e saída segura de civis sitiados em Bengazi

Relatos indicam que muitas famílias em dois bairros da cidade líbia estão sitiados em meio ao conflito e sofrendo com falta de eletricidade, comida e suprimentos médicos. Cerca de 2,4 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária e mais de 40% das unidades de saúde não estão funcionando.

Uma menina olha pela janela de sua casa em Bengazi, Líbia. Foto: UNSMIL (arquivo)

Uma menina olha pela janela de sua casa em Bengazi, Líbia. Foto: UNSMIL (arquivo)

O chefe humanitário das Nações Unidas na Líbia pediu nesta sexta-feira (11) um cessar-fogo humanitário e a saída segura de civis sitiados nas zonas de combate em Bengazi. Relatos indicam que muitas famílias, especialmente nos bairros Qanfouda e Qawarsha, estão sofrendo com falta de eletricidade, comida e suprimentos médicos.

“O coordenador humanitário para a Líbia apela a todas as partes em conflito para garantir a saída segura de todos os civis que estão presos em áreas afetadas por combates e desejam sair. Ele exorta todas as partes para permitir o cessar-fogo humanitário em Bengazi para facilitar o trabalho das organizações humanitárias no local”, disse um comunicado emitido pela Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL).

A Missão também lembrou a todas as partes sobre sua obrigação de respeitar as disposições do direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos em todos os momentos. “A UNSMIL insta especificamente as partes a assegurar a proteção dos civis e permitir a prestação de cuidados médicos aos feridos, incluindo a sua evacuação segura onde for necessário”, acrescentou o comunicado.

A atual Missão na Líbia foi estabelecida em 2011 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, a pedido das autoridades líbias, com o objetivo de apoiar as novas autoridades de transição país em seus esforços pós-conflito.

Em todo o país, estima-se que 2,4 milhões de pessoas estejam em necessidade de alguma forma de assistência humanitária e mais de 40% das unidades de saúde não estão funcionando.