Dezenas de homens armados ocuparam dois ministérios pedindo a aprovação de proposta de lei que proibiria todos os funcionários do ex-ditador Muamar Kadafi de permanecer em seus cargos no governo.

Mulheres participam de uma manifestação em Trípoli, capital da Líbia, pedindo o desarmamento dos grupos rebeldes. Foto: UNSMIL / Iason Athanasiadis
A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) afirmou na terça-feira (30) que está acompanhando de perto os últimos acontecimentos no país, onde homens armados cercaram os ministérios da justiça e das relações exteriores e outras instituições do Estado.
De acordo com relatos da mídia, dezenas de homens armados ocuparam o Ministério da Justiça da Líbia mais cedo na terça-feira, onde permaneciam até a manhã desta sexta-feira (3), forçando funcionários a sair. Os manifestantes disseram aos jornalistas que querem obrigar o Congresso Geral Nacional — a mais alta autoridade legislativa da Líbia — a aprovar uma proposta de lei que proibiria todos os funcionários do ex-ditador Muamar Kadafi de permanecer em seus cargos no governo.
Por meio de um comunicado, a UNSMIL ressaltou o direito básico de todos os líbios de expressarem suas demandas por meios pacíficos, mas pediu respeito aos princípios da revolução líbia, em que os revolucionários tiveram um papel histórico e decisivo e pagaram caro para alcançá-la.
“Estes princípios giram em torno da construção de um Estado moderno e forte, baseado na democracia, no Estado de Direito e nos direitos humanos”, disse a Missão.
Kadafi foi derrubado e morto em outubro de 2011, após décadas de regime autocrático. Desde então, a UNSMIL tem apoiado a transição do país rumo a um Estado democrático moderno. A missão pediu um diálogo construtivo para que os líbios resolvam suas diferenças e que a democracia se torne o caminho para alcançar os objetivos da revolução.