Enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, destacou aumento da tensão em todo o país devido à mobilização de forças, o agravamento da situação de segurança na capital Trípoli, bem como a recente violência em Misrata e Bengasi.

Civis em uma rua de Tripoli, Líbia. Foto: ACNUR/Helen Caux
O enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, pediu na segunda-feira (20) que todas as partes em conflitos no país se unam e coloquem o país à frente dos “interesses estreitos”.
Ele destacou o aumento da tensão em todo o país devido à mobilização de forças, o agravamento da situação de segurança na capital Trípoli, bem como a recente violência em Misrata e Bengasi.
“Não deixem a agenda ser conduzida pela violência no terreno e pelo extremismo”, pediu Martin Kobler, que é também chefe da Missão de Apoio da ONU no país (UNSMIL).
“A calma deve ser restaurada imediatamente, os órgãos democráticos e os ideais devem ser respeitados e a liberdade de expressão, protegida”, acrescentou.
Na semana passada, o Escritório de Direitos Humanos da ONU emitiu um alerta sobre a situação e destacou graves violações dos direitos humanos e abusos decorrentes dos recentes combates na área petrolífera do leste, incluindo execuções sumárias e detenções em massa.
“Esses acontecimentos são totalmente inaceitáveis”, ressaltou o representante da ONU, pedindo às instituições líbias que se comprometam a avançar com o Acordo Político Líbio e a implementar rapidamente as resoluções de segurança na capital.
Recordando o forte compromisso da comunidade internacional com o país, Kobler ressaltou: “No entanto, a responsabilidade de acabar com a escalada da violência recai sobretudo sobre os próprios líbios”.
“Todos os agentes políticos e de segurança em posição de influenciar os seus eleitores devem agir agora”, frisou.