Ministros das Relações Exteriores de vários países se reuniram, nesta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, para discutir a situação na Líbia.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
Ministros das Relações Exteriores de vários países se reuniram, nesta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, para discutir a situação na Líbia.
Ao abrir a sessão, a alta comissária da ONU, Navi Pillay, afirmou que a pressão internacional sobre o governo de Muammar Kadafi deve continuar para que a Líbia acabe com a violência como resposta aos protestos.
Os ministros pediram a suspensão da Líbia do órgão.
Brasil
Segundo a ONU, mais de mil pessoas podem ter morrido na repressão aos manifestantes que pedem que Kadafi deixe o poder, após mais de 40 anos no cargo.
O Brasil foi representado no encontro, em Genebra, pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.
“Nenhum governo se sustentará pela força e pela violência. Nenhum povo suportará, em silêncio, a violação de seus direitos fundamentais. (…) Neste momento de mudanças, o Brasil deseja que as aspirações dos manifestantes sejam atendidas por meio de diálogo político. A escolha do mundo árabe não é entre extremismos. É preciso combate estereótipos e reconhecer a capacidade de cada povo de enfrentar suas questões mais difíceis e de construir alternativas para a paz,”afirmou.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse esperar que a União Africana se junte à comunidade internacional na condenação ao governo da Líbia.
O Conselho de Direitos Humanos também decidiu enviar uma delegação para apurar as causas da violência. Na noite de sábado, o Conselho de Segurança impôs sanções à Líbia e enviou o caso ao promotor do Tribunal Penal Internacional.
Leia a íntegra do discurso da ministra Maria do Rosário Nunes aqui.