Acordo nacional adotado em dezembro de 2015 tem sido implementado lentamente, o que tem trazido preocupação. Enviado das Nações Unidas na Líbia instou todas as partes a trabalhar em conjunto na reconciliação e a se abster de qualquer retórica que pudesse inflamar a situação.

Então alto-comissário da ONU para refugiados, António Guterres participa de encontro com refugiados na fronteira entre a Líbia e a Tunísia. Foto: ACNUR/A. Branthwaite (março de 2011)
Manifestando preocupação com as tensões crescentes e a ameaça de um novo conflito na sequência de recentes episódios na região central da Líbia, o enviado das Nações Unidas para o país instou todas as partes a trabalhar em conjunto na reconciliação e a se abster de qualquer retórica que pudesse inflamar a situação.
“Exorto todas as partes a agir com moderação e resolver os problemas através do diálogo pacífico”, disse Martin Kobler, representante especial do secretário-geral para a Líbia e chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas no país (UNSMIL).
De acordo com a UNSMIL, Kobler também enfatizou a necessidade de esforços urgentes e renovados para encontrar soluções para questões políticas que permitam a plena implementação do Acordo Político da Líbia.

Martin Kobler, representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL). Foto: ONU/Manuel Elías
Assinado em dezembro de 2015, o acordo contém quatro princípios: assegurar os direitos democráticos do povo líbio; a necessidade de um governo consensual baseado no princípio da separação de poderes, com supervisão e equilíbrio entre eles; a necessidade de capacitar instituições do Estado como o Governo do Acordo Nacional para que eles abordam os sérios desafios pela frente; e o respeito pelo Judiciário da Líbia e sua independência.
No entanto, a sua lenta aplicação tem sido observada como uma questão de preocupação.