Na RDC, o estupro e outras violências sexuais são muitas vezes usados como arma de guerra. País ainda sofre com a impunidade dos agressores e a estigmatização das vítimas, normalmente mulheres e crianças.

Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura. Foto: ONU/Cristina Silveiro
A violência sexual relacionada a conflitos é um dos desafios mais urgentes da República Democrática do Congo (RDC), alertou a Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, Zainab Hawa Bangura.
“Somente o povo congolês, com o apoio da comunidade internacional, pode mudar a situação atual e criar uma nova narrativa para a RDC”, afirmou Bangura, durante sua visita ao país, ressaltando que liderança e responsabilidade por parte do Governo são fundamentais para abordar esta questão.
Esta foi a primeira visita de Bangura como Representante Especial à RDC. “Estou aqui para ouvir e aprender. Como uma mulher africana de um país pós-conflito — Serra Leoa — eu reconheço os muitos desafios enfrentados atualmente no Congo”, observou.
Na RDC, o estupro e outras violências sexuais são usados muitas vezes como arma de guerra e o país ainda sofre com a impunidade dos agressores e a estigmatização das vítimas, normalmente mulheres e crianças.
Bangura se reuniu na capital, Kinshasa, com o Secretário do Exterior do Reino Unido, William Hague, e com lideranças nacionais da RDC e representantes da sociedade civil para discutir o problema da impunidade. O evento conjunto faz parte da campanha no Reino Unido, em estreita cooperação com a ONU, para evitar a violência sexual em zonas de conflito.