Escritório de direitos humanos expressou preocupação com o aumento significativo das atrocidades por parte de grupos armados no leste da República Democrática do Congo (RDC) – incluindo assassinatos, estupros, saques e incêndios de aldeias inteiras.

A ONU expressou na quinta-feira (31/5) preocupação com o aumento significativo das atrocidades por parte de grupos armados no leste da República Democrática do Congo (RDC) – incluindo assassinatos, estupros, saques e incêndios de aldeias inteiras.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, chamou para uma “ação urgente” por parte do Governo, de modo a impedir mais violência e garantir a justiça para as vítimas.
Funcionários de direitos humanos da ONU na RDC têm investigado inúmeros relatos desde o final de abril sobre assassinatos de civis por grupos armados nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Orientale, bem como suspeita de estupro em Masisi (Kivu do Norte) e Mambasa (Orientale).
Muitas das vítimas foram mortas a golpes de facões, martelos, machados, lanças ou armas. Houve também relatos de canibalismo e mutilação de corpos mortos por grupos armados.
O mais recente surto de violência no leste do país deslocou pelo menos 40 mil pessoas, afirmou a agência da ONU para refugiados (ACNUR), acrescentando que a distribuição de itens de ajuda humanitária devem começar em breve. Entre as pessoas afetadas, a maioria busca abrigo em escolas e igrejas.