Líderes devem ouvir apelos da sociedade civil durante Conferência do Clima de Paris, destaca ONU

Na próxima semana, tem início na capital francesa a 21ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), também conhecida como COP21.

Mais de 120 líderes mundiais comparecerão à COP21, que começa na próxima segunda-feira (30), em Paris. Foto: Flickr / Klovovi (cc)

Mais de 120 líderes mundiais comparecerão à COP21, que começa na próxima segunda-feira (30), em Paris. Foto: Flickr / Klovovi (cc)

O secretário-geral assistente sobre Mudança Climática das Nações Unidas, Janos Pasztor, afirmou nesta sexta-feira (20) que a Conferência do Clima de Paris deve ser um momento decisivo rumo a um futuro de baixas emissões de gases do efeito estufa. Para o representante da ONU, ainda serão necessárias muitas negociações até que a comunidade global chegue a um acordo universal e significativo para combater as transformações do clima.

A 21ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), também conhecida como COP21, começa daqui a uma semana, na próxima segunda-feira (30). De acordo com Pasztor, mais de 120 líderes mundiais participarão do encontro, que vai até o dia 11 de dezembro. O secretário-geral assistente destacou o apoio dos chefes de Estado que decidiram comparecer ao início da Conferência.

Embora os atentados em Paris estejam afetando os preparativos para a COP21, em especial, as atividades fora do local oficial da Conferência, como a marcha do clima que foi cancelada na capital francesa, Pasztor está otimista quanto à mobilização pacífica em outras partes do mundo durante o encontro. Para o especialista das Nações Unidas, lideranças e negociadores devem ouvir os apelos da sociedade civil, que vai se manifestar a favor de ações para o clima em mais de 2000 cidades pelo mundo, durante o final de semana do dia 29 de novembro.

O secretário-geral assistente lembrou o comprometimento do dirigente máximo das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que tem participado de diferentes fóruns regionais e globais onde as mudanças climáticas têm sido debatidas, como a recente reunião do G20 na Turquia e também a Conferência da Associação das Nações do Sudeste Asiático, em Kuala Lumpur.

Pasztor afirmou que, até agora, as metas nacionais de cada Estado-membro, enviadas à UNFCCC, são capazes de reduzir a elevação da temperatura global a 3ºC, mas não de mantê-la abaixo dos 2ºC almejados pela agência da ONU. “O desafio agora é ir mais adiante e mais rápido para reduzir as emissões globais”, disse. Segundo o secretário-geral assistente, “Paris deve ser o chão e não o teto de nossa ambição”.