‘Líderes do amanhã devem ser ouvidos hoje’, afirma secretário-geral da ONU em fórum sobre juventude

“Os jovens não estão pedindo ajuda, estão pedindo investimento”, afirmou no evento o enviado especial do secretário-geral para a Juventude, Ahmad Alhendawi.

Ban Ki-moon incentivou jovens de todo a levantarem suas vozes para que possam ser ouvidos. Foto: Youth Policy Forum

“Todos os jovens ao redor do mundo devem levantar suas vozes para serem ouvidos em alto e bom tom”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para uma plateia composta por jovens ministros, especialistas, ativistas e voluntários durante a abertura do primeiro Fórum Global sobre Políticas de Juventude, na terça-feira (28), no Azerbaidjão.

“Os jovens são os líderes do amanhã, mas precisamos ouvi-los cautelosamente hoje”, afirmou Ban em uma mensagem por vídeo de seu discurso de abertura para os participantes do evento, que acontece até quinta-feira em Baku, capital do Azerbaidjão.

“Quando os jovens são adequadamente engajados e empoderados, todos se beneficiam – dos governos ao setor privado à sociedade civil”, enfatizou Ban.

Segundo ele, os jovens precisam se envolver desde cedo e participar da vida pública da sociedade civil. “Eles precisam falar, e não somente hoje no Fórum. A mensagem deve ir além das paredes deste Fórum para atingir um público de massa”, explicou.

O Fórum, apoiado pela ONU, é o primeiro encontro que reúne um grande número de especialistas focados nas políticas de juventude. Na abertura o evento contou com discursos de vários oradores, incluindo o enviado especial do secretário-geral da ONU sobre juventude, representantes do Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Os jovens não estão pedindo ajuda, estão pedindo investimento”, afirmou o enviado especial do secretário-geral para a Juventude, Ahmad Alhendawi. Com 1,8 bilhão de jovens em todo o mundo e 90% deles vivendo em países em desenvolvimento, ele ressaltou que os jovens são a maior e mais promissora aposta para a transformação do mundo.

Segundo o diretor de Políticas do PNUD, Magdy Martinez-Soliman, “com certeza a próxima geração vai herdar nossas conquistas, mas também terá que lidar com a nossa bagunça. Embora os jovens possam não ter experiência em política, são muitas vezes maioria na linha da frente em zonas de crise e de emergência. Os sacrifícios dos jovens devem ser devidamente anotados. Das zonas de conflito à crise do ebola, a resposta de emergência tem um rosto muito jovem”, complementou.