“Agora o foco é em Aleppo, onde houve aumento considerável nos usos militares e onde temos razão para acreditar que a luta principal está prestes a começar”, disse Herve Ladsous.
O Chefe das Operações de Paz da ONU chamou atenção hoje (03) para a luta em andamento na cidade de Aleppo, notando que os observadores da ONU na Síria estão tentando realizar seu trabalho enquanto a espiral de violência no país aumenta. “O foco há duas semanas era em Damasco. Agora o foco é em Aleppo, onde houve aumento considerável nos usos militares e onde temos razão para acreditar que a luta principal está por começar”, disse o Subsecretário-Geral para Operações de Paz, Herve Ladsous.
Ladsous falou a repórteres depois de ter participado de reunião do Conselho de Segurança, reportando informações como previa a resolução 2059, adotada pelo Conselho em julho. A resolução indica que a renovação do mandato da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS) só acontece se for confirmado que o uso de armas pesadas for interrompido e se a redução da violência tiver diminuído o suficiente para a Missão seguir seu mandato, que expira 19 de agosto.
“Temos outros 17 dias para ver se algo acontece que mudará a situação, como delineado pela resolução 2059”, disse Ladsous. “Além disso, é claro que a decisão será do Conselho de Segurança, mas claramente – e eu disse isso ao Conselho – a visão do Secretário-Geral é de que as Nações Undias terão de algum modo de permanecer na Síria. E isso é o que ele está pesquisando e consultando, com o propósito de fazer uma proposta ao Conselho no devido momento”.
“Eles (observadores) continuam a tentar monitorar, observar e informar o melhor possível. Eles fizeram mais de 50 patrulhas nas duas últimas semanas, incluindo longas patrulhas onde permaneceram por noites inteiras observando os lugares”, Ladsous acrescentou. “ De forma que eles relatam, eles nos informam. E eles tentam – sempre que é possível – mediar, organizar algum cessar-fogo local ou realizar uma pausa humanitária para permitir que as populações civis se retirem antes de bombardeios”.