Segundo PNUMA, 1,3 bilhão de pessoas vivem sem luz elétrica no mundo e pagam um total de 25 bilhões de dólares por ano para abastecer suas lâmpadas.

Países que trocam as lâmpadas, velas, lanternas e outros sistemas tradicionais de iluminação para sistemas de energia solar podem recuperar seus gastos em menos de um ano, disse nesta quarta-feira (20) o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), destacando novos estudos que mostram o desenvolvimento e benefícios climáticos da iluminação “não convencional”.
“Substituir as 670 milhões de lâmpadas de querosene em todo o mundo pela iluminação por energia solar, mais limpa e segura, representa uma grande oportunidade a ser seguida em várias frentes, a partir de cortes nas emissões globais de carbono e diminuição dos riscos de saúde causados pela poluição do ar interior, suporte para tecnologias verdes e geração de empregos verdes”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, em um comunicado à imprensa.
Lideradas pelo PNUMA, avaliações sobre alternativas de energia solar em 80 países mostraram que o período de recuperação dos gastos na maioria dos países é inferior a um ano, dependendo do custo do sistema diodo emissor de luz (LED) e o preço local de querosene.
Segundo as avaliações do PNUMA, mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem sem acesso a luz elétrica em todo o mundo e pagam um total de 23 bilhões de dólares por ano para abastecer suas lâmpadas de querosene com os necessários 25 bilhões de litros de querosene.
Se a Nigéria, por exemplo, substituísse todo a querosene, velas e baterias usadas anualmente por uma rede de iluminação não convencional, poderia poupar mais de 1,4 bilhão de dólares anualmente ou o equivalente a 17,3 milhões de barris de petróleo bruto.
Enquanto isso, no Quênia, se ocorresse a transição de toda a iluminação baseada em combustíveis para sistemas LED de energia solar, os custos seriam pagos em apenas sete meses, segundo o PNUMA.
Em mensagem para as sessões do Conselho Administrativo do PNUMA e do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que ocorrem até dia 22 em Nairóbi, capital do Quênia, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que todos os países implementem políticas que protejam o meio ambiente, ressaltando que isso irá beneficiar seu crescimento econômico e prosperidade.